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— OS FUNDADORES —


Os novos protagonistas da cidade eram comerciantes, alguns profissionais liberais e militares, maçons quase todos, e que militavam nos partidos que a República fizera proliferar. Se, por um lado, uns careciam de meios para sobreviver de acordo com as suas opções políticas, outros defendiam o incremento da modernidade agrícola defendido pela República.

Leiria era uma cidade pequena onde, afinal, os principais notáveis, de um lado e outro, eram aparentados ou conviviam nas mesmas tertúlias sociais. A junção destas vontades levou a uma campanha de promoção que passou pelo histórico jornal republicano “Leiria Ilustrada” e pela vinda aqui, de Adolfo Bordalo, que já tinha estado na origem da Caixa Agrícola da Lourinhã.





Criadas as condições, um grupo de proprietários de tradição monárquica em associação com republicanos locais, assinaram a escritura de instalação da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Leiria, em 3 de janeiro de 1915, tendo incorporado o Sindicato Agrícola cuja área de ação era muito limitada. Estava criado o banco de fomento agrícola que já completou 100 anos de existência e com a atual denominação de Caixa de Crédito de Leiria.

Entre os seus fundadores estavam José de Pinho (Barão do Salgueiro), João da Costa Guerra (Visconde da Barreira), José Gaudêncio Barreto, João da Silva Cortês Curado, Júlio Lage, Luiz Ataíde, Guilherme Pereira Roldão e outros que se veem na galeria do hall de entrada da atual sede, e são aqui identificados. Também Andrade Corvo foi um dos que se aperceberam dos novos ventos que corriam numa Europa aberta à Revolução Industrial, mas que não podia deixar morrer a agricultura.